Oficializada a transferência de Lima para o Al-Ahli, gostava de lhe deixar aqui um pequeno agradecimento. Lima vestiu durante 3 épocas a camisola do Benfica, o suficiente para merecer este agradecimento e desejo de grande sucesso para o resto da sua vida pessoal e profissional.
Durante estes 3 anos, Lima foi um dos melhores profissionais que vi ao serviço do meu clube. Foi diversas vezes criticado por não fazer golos. Golos esses que foram 70 em 3 anos. Mas Lima não se caracteriza pelos golos que faz apesar de ser um ponta-de-lança. Lima caracteriza-se por ser um trabalhador-nato, um jogador que oferece tudo o que têm à equipa, corre como ninguém para o bem da equipa. É por estas características que o admiro, e também por elas é que Lima foi peça fundamental durante estes três anos de Benfica.
Recordo-me de 3 momentos em que se provou a importância de Lima na organização do futebol do Benfica. Primeiro, no jogo do título com o Olhanense na época de 2013/2014, quando a equipa começava já a ficar nervosa por o golo não aparecer, foram dois golos de Lima que salvaram o dia e nos deram na altura o 33º campeonato. Na mesma época, na primeira mão da meia-final da Liga Europa contra a Juventus, Lima pôs o Benfica em vantagem na eliminatória fazendo o 2-1 com um golo monumental, golo esse que deu mais tarde a passagem à final da competição. Por fim, no ano passado no jogo no Dragão para o campeonato, Jesus apostou em Lima no onze em vez de Jonas, sendo criticado por muitos. Lima mostrou o porquê de ser ele a jogar e fez 2 golos na vitória por 2-0 em casa do rival directo.
Humildade, trabalho, luta, suor, dedicação, querer e vontade são algumas das palavras que podem descrevê-lo. Hoje Lima sai pela porta grande da Luz com o dever cumprido e leva com ele o meu agradecimento por ter envergado o manto sagrado com o respeito e paixão que ele merece.
Obrigado Lima!
E Pluribus Unum.
domingo, 26 de julho de 2015
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Pré-Época
Neste início de época, tenho andado receoso, tal como grande parte dos benfiquistas me parecem estar. Vínhamos de um período de 6 anos com o mesmo treinador, onde se solidificaram bases e onde o Benfica cresceu no panorama nacional e internacional. Fomos bicampeões passados 30 anos e, por isso, sentíamos que estávamos mais fortes que os outros rivais, que na nova época iríamos partir muito à frente deles. E com esta opinião pareciam estar todos os benfiquistas no final da época passada. Até que saiu Jesus para o Sporting.
Foi neste momento que se começou a torcer o nariz. O treinador que nos tinha dado 3 campeonatos em 6 anos sai para um rival directo, acabando com um ciclo que já todos viam como promissor. É aqui que começam muitas das dúvidas benfiquistas em relação à nova época. Será Jesus capaz de ter sucesso em Alvalade como teve no Benfica? Haverá algum treinador humilde o suficiente para agarrar o trabalho realizado durante 6 anos, conseguindo dar-lhe continuidade? Caso não consiga, teremos que começar tudo do zero? Começava a ser posto em causa o sucesso do Benfica em 2015/2016.
Iniciado o período de transferências, vimos até hoje os nossos rivais reforçarem-se em peso. Já os reforços de peso do Benfica eram Taarabt e pouco mais. Vimos Porto gastar 20 milhões num jogador, a contratar Casillas e a levar aquele que foi nosso defesa direito durante oito anos (sim, o caceteiro). No Benfica pouco se passou, algo estranho para uma pré-época do nosso clube que costumava comprar fornadas de jogadores sul americanos todos os anos. Uma abordagem diferente, criticada por muitos pois não vêem o clube activo no mercado quando seria necessário reforçar um ou outro sector.
Nesta altura da pré-época estranho em ver alguns adeptos tão pessimistas que se por eles íamos já para 2016/2017 porque este ano está perdido. Eu não consigo ver as coisas dessa maneira, por mais receoso que esteja. O Benfica é bicampeão nacional, até agora do 11 inicial tipo da época passada perdemos apenas um jogador. Não posso criticar a pouca envolvência no mercado sem ver qual vai ser o seu desfecho. Se até ao fecho do mercado o Benfica contratar 2 ou 3 jogadores essenciais para o plantel, é preferível, a meu ver, do que contratar aos 40 e daí poder tirar um ou dois.
Da minha parte, acredito no trabalho do Rui Vitória e acredito que teremos equipa mais do que suficiente para disputarmos aquele que será um dos campeonatos mais interessantes de seguir dos últimos tempos. Até lá resta esperar e acreditar que em Maio seremos felizes novamente. Porque é essa felicidade que procuramos, é essa conquista que nos move a todos. Acreditem também que nós somos parte importante na conquista de um campeonato e para podermos exigir que eles dentro do campo sejam melhores que o adversário, também nós nas bancadas temos de o ser. Juntos é sempre mais fácil.
"No Benfica qualquer treinador se arrisca a ser campeão" Mário Wilson
E Pluribus Unum.
Foi neste momento que se começou a torcer o nariz. O treinador que nos tinha dado 3 campeonatos em 6 anos sai para um rival directo, acabando com um ciclo que já todos viam como promissor. É aqui que começam muitas das dúvidas benfiquistas em relação à nova época. Será Jesus capaz de ter sucesso em Alvalade como teve no Benfica? Haverá algum treinador humilde o suficiente para agarrar o trabalho realizado durante 6 anos, conseguindo dar-lhe continuidade? Caso não consiga, teremos que começar tudo do zero? Começava a ser posto em causa o sucesso do Benfica em 2015/2016.
Iniciado o período de transferências, vimos até hoje os nossos rivais reforçarem-se em peso. Já os reforços de peso do Benfica eram Taarabt e pouco mais. Vimos Porto gastar 20 milhões num jogador, a contratar Casillas e a levar aquele que foi nosso defesa direito durante oito anos (sim, o caceteiro). No Benfica pouco se passou, algo estranho para uma pré-época do nosso clube que costumava comprar fornadas de jogadores sul americanos todos os anos. Uma abordagem diferente, criticada por muitos pois não vêem o clube activo no mercado quando seria necessário reforçar um ou outro sector.
Nesta altura da pré-época estranho em ver alguns adeptos tão pessimistas que se por eles íamos já para 2016/2017 porque este ano está perdido. Eu não consigo ver as coisas dessa maneira, por mais receoso que esteja. O Benfica é bicampeão nacional, até agora do 11 inicial tipo da época passada perdemos apenas um jogador. Não posso criticar a pouca envolvência no mercado sem ver qual vai ser o seu desfecho. Se até ao fecho do mercado o Benfica contratar 2 ou 3 jogadores essenciais para o plantel, é preferível, a meu ver, do que contratar aos 40 e daí poder tirar um ou dois.
Da minha parte, acredito no trabalho do Rui Vitória e acredito que teremos equipa mais do que suficiente para disputarmos aquele que será um dos campeonatos mais interessantes de seguir dos últimos tempos. Até lá resta esperar e acreditar que em Maio seremos felizes novamente. Porque é essa felicidade que procuramos, é essa conquista que nos move a todos. Acreditem também que nós somos parte importante na conquista de um campeonato e para podermos exigir que eles dentro do campo sejam melhores que o adversário, também nós nas bancadas temos de o ser. Juntos é sempre mais fácil.
"No Benfica qualquer treinador se arrisca a ser campeão" Mário Wilson
E Pluribus Unum.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Melhores amigos
O Benfica encontra-se no topo (juntamente com um grupo bastante restrito) das coisas que mais gosto na vida. Não das pessoas que o representam, pois sejam elas quem forem, eu irei sempre gostar do meu Benfica. É certo que, ao longo dos anos, as pessoas que o vão representando vão me marcando de uma forma ou de outra. Destes, há aqueles que ao representarem o clube criam em nós adeptos, sentimentos especiais em relação a eles, passam a ser considerados um de nós, passam a ser considerados benfiquistas. São aqueles a quem olhamos para dentro do campo e temos confiança neles para terem o manto sagrado em cima. Tal como confiamos num amigo. Aquele amigo que conheces já há algum tempo e com quem passaste momentos bons e momentos maus, com quem partilhaste os mesmos inimigos e dos quais ele tanto dizia mal, aquele amigo que dava a vida por ti. Agora esse amigo juntou-se aquele que era o inimigo comum, como se que a vossa amizade de longa data se apagasse da memória, juntamente com repúdio que tinha ao novo amigo.
Outra das coisas de que mais gosto na vida é de futebol. Sou apaixonado por futebol. Sou doente pela paixão que se gera em torno deste desporto. E uma das coisas que fui percebendo ao longo da minha aprendizagem, foi que a paixão não tem preço. É impossível de se comprar. Acho incompreensível que se perca a paixão por um clube ou porque ele ganha mais ou menos ou porque é mais ou menos rico. Aceito que um jogador seja profissional e esteja num clube a representá-lo sem ser desse clube. Não aceito que digam que são do mesmo clube que eu se realmente não o sentem. Não aceito que alguém seja "apaixonado" por um clube apenas por conveniência. A paixão, se existe, está sempre lá. Tal como nas amizades. Aquele amigo em quem confiavas, deixou de se dar contigo, agora tem um amigo novo que lhe oferece mais presentes que tu. A amizade não se compra. Tal como a paixão.
Não é por ao longo da vida termos situações em que quebram a nossa confiança que deixamos de confiar naqueles que não nos têm desiludido. Acima do Sport Lisboa e Benfica não se encontra qualquer tipo de nome ou identidade. São alguns aqueles que têm a hipótese de serem símbolos da nossa história, poucos são aqueles que têm capacidade e carácter para o serem. Eu vou continuar a confiar e a gostar do Benfica, tenha ele o dinheiro que tiver, ganhe ele muitos títulos ou poucos. Eu e os milhões de verdadeiros benfiquistas. Porque nós somos os verdadeiros apaixonados. Os melhores amigos do Benfica.
Outra das coisas de que mais gosto na vida é de futebol. Sou apaixonado por futebol. Sou doente pela paixão que se gera em torno deste desporto. E uma das coisas que fui percebendo ao longo da minha aprendizagem, foi que a paixão não tem preço. É impossível de se comprar. Acho incompreensível que se perca a paixão por um clube ou porque ele ganha mais ou menos ou porque é mais ou menos rico. Aceito que um jogador seja profissional e esteja num clube a representá-lo sem ser desse clube. Não aceito que digam que são do mesmo clube que eu se realmente não o sentem. Não aceito que alguém seja "apaixonado" por um clube apenas por conveniência. A paixão, se existe, está sempre lá. Tal como nas amizades. Aquele amigo em quem confiavas, deixou de se dar contigo, agora tem um amigo novo que lhe oferece mais presentes que tu. A amizade não se compra. Tal como a paixão.
Não é por ao longo da vida termos situações em que quebram a nossa confiança que deixamos de confiar naqueles que não nos têm desiludido. Acima do Sport Lisboa e Benfica não se encontra qualquer tipo de nome ou identidade. São alguns aqueles que têm a hipótese de serem símbolos da nossa história, poucos são aqueles que têm capacidade e carácter para o serem. Eu vou continuar a confiar e a gostar do Benfica, tenha ele o dinheiro que tiver, ganhe ele muitos títulos ou poucos. Eu e os milhões de verdadeiros benfiquistas. Porque nós somos os verdadeiros apaixonados. Os melhores amigos do Benfica.
"Vestir a camisola do Benfica é uma honra para todos os jogadores. Alguns, e não são assim tantos, honram tanto a camisola como ela os honra a eles. Outros, ainda mais raros, conseguem dar mais ao Benfica do que o Benfica lhes dá. A esses, o clube ergue-lhes uma estátua à porta do estádio. É por isso que só está lá uma."
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